Pré-candidato ao Senado, o ex-ministro da saúde Marcelo Queiroga (PL) lança no mês de maio uma autobiografia para falar de suas raízes sertanejas. O livro "Eu venho lá do Sertão - sertanejo que nasceu na praia”, visa explicar as raízes do médico, que embora tenha consolidado o nome em João Pessoa, tem origens familiares no interior do estado.
Além de uma obra literária, é também um movimento que entra na rota das estratégias eleitorais do ex-ministro, que busca expandir sua influência para o interior do estado.
O livro resgata o "DNA" familiar do cardiologista, com histórias que remontam ao Império, detalhando heranças que tiveram influência política no sertão.
O destaque principal recai sobre Benedito Marques da Silva Acauan, um antepassado que foi deputado por duas legislaturas no Império.
A narrativa ainda explora outros eixos de influência do cardiologista: em Cajazeiras, o vínculo com o jurista Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, deputado constituinte no início da República. Em Santa Luzia e Piancó, a ligação com José Peregrino de Araújo, que presidiu a Paraíba e atuou na transição do Brasil Colônia para o Império.
Estratégia eleitoral
O lançamento entra no rol de estratégias de Queiroga. Nascido em João Pessoa e com atuação na Capital, ainda carece de penetração no sertão do estado. Em 2024, ele foi ao segundo turno das eleições municipais, em João Pessoa, contra Cícero Lucena (PP), terminando o pleito com 36% dos votos.
Com uma disputa que se mostra acirrada para o Senado, ele busca meios de repetir o desempenho em âmbito estadual.
As datas de lançamento do livro também são estratégicas. O pontapé inicial ocorre em Brasília, no dia 12 de maio, na Biblioteca do Senado, quando deve receber aliados, cúpula do PL e o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Em seguida, fará o lançamento no sertão do estado: nos dias 14 e 15 de maio, em Pombal e em Cajazeiras, respectivamente. Eventos de lançamento também devem ocorrer em Piancó e em João Pessoa, com datas a serem confirmadas.
O livro conta com o prefácio da ex-reitora da UFPB, a professora Margareth Diniz. Além do foco literário, é um movimento estratégico para apresentar o ex-ministro como alguém que também tem raízes no interior, além do histórico de ligação com João Pessoa. No cálculo eleitoral, o peso do sertão não pode ser desprezado.
Jornal da Paraíba
