“E por incrível que pareça, [o feriado de amanhã é] carimbado de Dia do Trabalho. Não, é o dia da vagabundagem. Porque não é trabalho. Trabalho é você sair de casa de manhã e voltar à noite, tendo cumprido uma missão profissional. Eu sou absolutamente contrário a esse tipo de feriado”, declarou.
Na mesma participação, Roberto Cavalcanti criticou a quantidade de feriados no calendário brasileiro e afirmou que eles impactam diretamente o ritmo econômico. Segundo ele, a sequência de datas comemorativas com interrupções nas atividades prejudica o desenvolvimento.
“Estamos sendo sacudidos sucessivamente por feriados. Semana passada, feriado; essa semana, feriado. Isso atrasa demais o desenvolvimento, a automação”, disse.
O ex-senador também relembrou que, durante sua passagem pelo Congresso, apresentou um projeto para concentrar feriados em segundas e sextas-feiras, evitando os chamados “feriadões prolongados”.
A fala rapidamente ultrapassou o âmbito local e passou a ser repercutida em portais e redes sociais em todo o Brasil, principalmente por envolver críticas a uma data historicamente ligada às conquistas trabalhistas. O Dia do Trabalhador é celebrado mundialmente desde o final do século XIX, tendo origem em manifestações por melhores condições de trabalho na cidade de Chicago.
Roberto Cavalcanti é proprietário do Sistema Correio de Comunicação, um dos principais grupos de mídia da Paraíba, e também integra a Academia Paraibana de Letras.
