Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, em O Globo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB) teria utilizado um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar até Angra dos Reis – RJ e passar o Réveillon de 2026 em um condomínio de luxo na região.
A aeronave, que integra a frota da FAB, foi empregada fora de compromissos oficiais, levando o parlamentar diretamente ao destino de lazer. A escolha por Angra dos Reis, conhecida por receber turistas de alto padrão durante a alta temporada, gera questionamentos sobre o uso de recursos públicos para fins privados.
No Brasil, voos da FAB são autorizados para transporte de autoridades públicas, incluindo o Presidente da República, ministros e parlamentares, mas existem regras claras para seu uso. Normalmente, esses voos devem ser relacionados a compromissos oficiais, como reuniões governamentais, missões diplomáticas ou ações de fiscalização e segurança. A legislação e regulamentos internos da Força Aérea preveem que o uso para fins pessoais ou de lazer deve ser excepcional e, em muitos casos, sujeito a ressarcimento.
Apesar dessas regras, episódios de utilização de aeronaves oficiais para viagens de lazer já geraram debates públicos sobre ética e transparência no uso de recursos do Estado. Casos anteriores mostraram que, mesmo quando há autorização formal, a percepção pública tende a criticar o que é considerado privilégio de autoridades em detrimento do interesse público.
A coluna de Lauro Jardim destacou esse episódio como mais um caso em que um político utiliza transporte oficial para deslocamento pessoal, reacendendo discussões sobre a fiscalização do uso de recursos públicos no país.
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